Sob liderança de Raul Dutra, projeto integra prevenção, recuperação, performance e longevidade em uma jornada coordenada de cuidado

“O Asthera nasceu de uma percepção muito clara: cuidar da saúde não deveria começar apenas quando uma doença aparece, e, da mesma forma, o cuidado não deveria terminar quando o tratamento de uma doença termina”, afirma Raul Dutra, sócio-administrador e cofundador do projeto.

A empresa surge de uma mudança de visão sobre saúde, prevenção, tratamento, recuperação e longevidade. Para ele, o último ano foi marcado pela construção e validação desse conceito.

A proposta reúne medicina, nutrição, recuperação, atividade física, bem-estar e estratégias de longevidade. O Asthera busca organizar um modelo integrado, no qual informações, objetivos e intervenções estejam conectados em torno de um plano assistencial mais amplo. Dutra destaca a transição de um modelo reativo para uma lógica preventiva e preditiva e aponta a demanda crescente por uma medicina mais personalizada.

“O paciente não quer mais necessariamente procurar um profissional para cada necessidade. Ele procura uma
jornada mais coordenada.”

É nesse contexto que o Asthera aposta no conceito de medical wellness, ainda em consolidação no Brasil. A diferença, segundo Dutra, está no rigor clínico. “Não estamos falando simplesmente de spa, estética ou bem-estar. Estamos falando de bem-estar orientado por medicina, ciência, dados e acompanhamento profissional.”

O objetivo é ocupar um espaço entre a medicina tradicional e o wellness, tratando prevenção, recuperação, performance e longevidade com o mesmo nível de cuidado aplicado ao tratamento de doenças. A origem na oncologia também influencia esse modelo.

Para a companhia, a experiência com pacientes oncológicos mostrou que nutrição, atividade física, reabilitação, manejo de sintomas e saúde mental são componentes que podem impactar funcionalidade, adesão ao tratamento e qualidade de vida.

A estratégia também abre discussões sobre financiamento. O Asthera trabalha com um modelo híbrido, que combina atendimentos particulares nas jornadas de wellness, prevenção, performance e longevidade com possibilidades de diálogo com operadoras e empresas. “Acredito que o futuro não será necessariamente um modelo único de remuneração. Teremos diferentes formas de financiamento para diferentes objetivos de
cuidado.”

Localizado em Uberaba, o projeto não se limita ao paciente local, mas considera uma população que já se desloca em busca de atendimento especializado. O interior, nesse caso, também funciona como ambiente favorável para testar um modelo mais próximo, personalizado e replicável.

Para os próximos anos, o projeto deve avançar em frentes como longevidade, saúde mental, recuperação física, burnout e medicina preventiva. Cada área precisa responder a critérios claros: necessidade real, evidência científica, capacidade de mensuração, complementaridade com a jornada e padrão consistente de experiência.

O projeto busca construir uma referência brasileira em medical wellness e os indicadores refletem essa ambição. Além de adesão, recorrência, utilização dos serviços e satisfação do paciente, é observada a evolução de indicadores clínicos e funcionais e qualidade de vida. “Não queremos medir apenas quantos pacientes entraram no Asthera; queremos medir o que mudou na vida deles.”

 

Confira essa e outras matérias disponíveis na edição 106 da Revista Healthcare Management.