Fernando Carlos da Silva conduz a Rede Hospitalar Samar em um ciclo de expansão, inovação e assistência
“Hospitais são feitos de pessoas antes de serem feitos de estruturas”. A frase sintetiza a atuação de Fernando Carlos da Silva como CEO da Rede Hospitalar Samar, um dos maiores grupos privados de saúde da Região Norte do Brasil.
Com mais de 17 anos de experiência, Fernando construiu uma carreira voltada à integração entre assistência, operação e sustentabilidade financeira. No Hospital Sírio-Libanês, observou que “excelência não acontece por acaso”, mas nasce de cultura organizacional, disciplina na execução e melhoria contínua.
Já a vivência no Grupo MAC Hospitals, no México, ampliou sua leitura sobre adaptação. Ao conduzir projetos de expansão, compreendeu que “inovação só gera valor quando respeita as necessidades locais”. Também entendeu que liderar não é ter todas as respostas, mas saber ouvir, aprender rapidamente e decidir diante da incerteza.
Na Rede Samar, essa experiência e visão se traduzem em crescimento regional, governança, transformação digital e integração entre hospital e operadora.
“Nosso objetivo não é apenas crescer fisicamente. Estamos construindo um ecossistema regional de saúde”, afirma.
Sobre especificidades na atuação na Região Norte, Fernando observa que distâncias e logística exigem soluções próprias. Por isso, defende um modelo capaz de conectar hospitais, diagnóstico, atenção primária, saúde suplementar e tecnologia.
“Eficiência operacional, para mim, não significa apenas redução de custos. Significa utilizar melhor os recursos disponíveis para ampliar acesso, aumentar qualidade assistencial e garantir sustentabilidade”, afirma.
Segundo o CEO, a inovação, nesse contexto, é uma ferramenta de valor. Analytics, inteligência artificial e prontuários integrados só fazem sentido quando melhoram a vida das pessoas. Ele projeta que o futuro será mais digital e orientado por dados, mas continuará dependendo de lideranças capazes de desenvolver pessoas.
“A verdadeira influência não está em ocupar posições de liderança, mas em inspirar mudanças que permaneçam mesmo quando o líder não estiver mais presente”, conclui Fernando.