Eleito pela Chapa União, médico comandará a Associação Médica Brasileira no triênio 2027-2029, com foco em representatividade e valorização profissional
A Associação Médica Brasileira elegeu José Eduardo Lutaif Dolci para presidir a entidade no triênio 2027-2029. Eleito pela Chapa União, o médico assumirá o cargo em janeiro de 2027.
A eleição ocorreu no final de agosto, com participação de associados aptos a votar em todo o país. Diretor científico da AMB desde 2021, Dolci reúne experiência nas áreas médica, acadêmica, científica e de gestão.
Nesse contexto, a nova administração pretende ampliar a integração entre médicos, sociedades de especialidade e associações médicas estaduais. A proposta busca fortalecer a representatividade da entidade e sua atuação institucional.
“Recebo com muita honra e, sobretudo, com enorme senso de responsabilidade a missão de presidir a Associação Médica Brasileira. Queremos construir uma gestão participativa, próxima dos médicos e das entidades de todo o País”, afirma Dolci.
Segundo o presidente eleito, a união entre as diferentes entidades será uma das bases da nova gestão. O objetivo é fortalecer a Medicina e contribuir para a melhoria da assistência à saúde no país.
José Eduardo Dolci tem trajetória na Medicina e na gestão
Graduado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, José Eduardo Dolci fez Residência Médica em Otorrinolaringologia na instituição.
Posteriormente, concluiu mestrado e doutorado em Otorrinolaringologia pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Desde 2009, atua como professor titular de Otorrinolaringologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Ao longo da carreira, Dolci também ocupou posições de liderança em entidades médicas e instituições de ensino. Entre elas, presidiu a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).
Além disso, integrou o Board of Directors da International Federation of Otorhinolaryngological Societies. Na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, exerceu diferentes funções de gestão, incluindo a direção da instituição.
Na AMB, atua como diretor científico desde 2021. Nesse período, participou de iniciativas relacionadas à educação médica, atualização científica e integração entre sociedades de especialidade.
Associação Médica Brasileira define prioridades para 2027-2029
Para o próximo triênio, a gestão de José Eduardo Dolci terá como princípios a articulação coletiva, o diálogo, o respeito e a cooperação.
A proposta reúne essas diretrizes no compromisso de “unir médicos e entidades pela Medicina do Brasil”. Assim, a nova administração pretende ampliar a participação das diferentes representações médicas nas decisões da entidade.
Ainda durante a transição, a diretoria eleita pretende atuar pela aprovação do Exame de Proficiência Médica. A nova gestão considera a medida relevante para a qualidade da formação e a segurança da assistência.
Para o triênio 2027-2029, a AMB também definiu outros pilares de atuação. Entre eles estão:
- defesa profissional;
- qualidade da formação e da educação médica;
- valorização da classe médica;
- melhoria da remuneração e das condições de trabalho;
- fortalecimento da governança;
- apoio ao médico jovem;
- integração entre a AMB, entidades estaduais e sociedades de especialidade.
“Temos muitos desafios pela frente. Nossa proposta é trabalhar coletivamente, ouvindo os médicos e as entidades e reunindo diferentes experiências em torno de objetivos comuns”, destaca Dolci.
Dessa forma, a nova diretoria inicia um ciclo de gestão com a proposta de ampliar o diálogo com médicos, entidades, poder público e sociedade.
Ao mesmo tempo, a AMB pretende fortalecer sua atuação nacional em defesa da Medicina, da qualificação profissional e de uma assistência segura e de qualidade.