A DreschMed nasceu em Lajeado, no Rio Grande do Sul, com uma inquietação: a oxigenoterapia hiperbárica tinha potencial clínico relevante, mas ainda era pouco acessível em muitas regiões do Brasil. Fundada em 2021, a empresa identificou barreiras como alto investimento, dependência de tecnologias importadas e oferta concentrada em determinados centros.

“Queríamos desenvolver uma solução segura, confiável, confortável para o paciente e viável para diferentes instituições de saúde”, afirma Joaquim Dresch, CEO e fundador da DreschMed.

Desde o início, o propósito foi democratizar o acesso à oxigenoterapia hiperbárica de excelência, com uma alternativa nacional pensada para clínicas e hospitais brasileiros.

A fabricação de câmaras hiperbáricas exige engenharia, conhecimento clínico, controle de qualidade e responsabilidade técnica. Os equipamentos operam com pressão e altas concentrações de oxigênio, o que torna segurança e confiabilidade critérios essenciais em todas as etapas, do projeto à operação. Nesse sentido é que a empresa trabalha com requisitos regulatórios nacionais e referências internacionais, incluindo ANVISA, INMETRO e normas ASME.

Dresch observa:

“O grande diferencial da produção nacional é conseguir reunir engenharia brasileira, tecnologia, segurança, proximidade e suporte ao cliente em uma única solução.”

Essa proximidade permite mais agilidade na instalação, treinamento, manutenção e evolução dos equipamentos.

A DM-WHF36 traduz essa visão. A câmara reúne automação com interface touchscreen, CLP integrado, comunicação entre paciente e operador, smart TV e sistema Smooth Line, que permite pressurização e despressurização contínuas e suaves. A proposta é reduzir o desconforto e a sensação de confinamento durante sessões que podem durar de 60 a 90 minutos.

“Humanização também pode — e deve — começar no projeto de um equipamento médico”, destaca o executivo.

Para ele, a próxima geração de dispositivos médicos será mais inteligente, conectada, eficiente e centrada no paciente.

“Ampliar o acesso não significa apenas colocar mais equipamentos no mercado. Significa oferecer tecnologia segura, suporte adequado, profissionais preparados e uma estrutura capaz de garantir qualidade em todo o processo de cuidado”, resume Dresch.

Leia essa e outras matérias na edição 105 da Revista Heathcare Management