Os últimos 18 meses significaram uma verdadeira transformação na gestão da Unimed CNU. A maior operadora do Sistema Unimed, com atuação nacional e uma carteira de mais de 2 milhões de beneficiários, recuperou a sustentabilidade econômico-financeira e está retomando sua rota de crescimento.
Após três ciclos de perdas que levaram a um prejuízo acumulado de R$ 1,06 bilhão, a Cooperativa fechou 2025 com um resultado líquido de R$ 239,3 milhões, baseado em seu desempenho operacional. Os primeiros seis meses de 2026 confirmam a trajetória positiva: o saldo de R$ 156,8 milhões até junho equivale a dois terços do alcançado em todo o ano anterior.
“Pessoas unidas em um ambiente de cooperação e com clareza de propósito são capazes de realizações significativas”, afirma Luiz Otávio Fernandes de Andrade, presidente da Unimed CNU. O médico acaba de ser reconhecido entre os 100 Mais Influentes da Saúde na categoria Negócios. “Hoje, é perceptível o pertencimento e o orgulho de nossas equipes com o trabalho que temos feito e os resultados entregues”.
O intenso programa de ajuste operacional implantado na CNU se apoia em três pilares: eficiência na gestão, modernização da governança e mudança cultural. “Como médicos, definimos como premissa que o cliente é o centro do nosso negócio e, portanto, a boa medicina está na base de uma operação de saúde sustentável”, explica Luiz Otávio.
A Cooperativa iniciou um movimento contínuo de revisão de processos e contratos, automação, ajuste dos controles internos e uso intensivo de dados. A ampliação da rede prestadora, o time de relacionamento com as empresas contratantes e os canais digitais vêm recebendo investimentos. Um novo planejamento estratégico com objetivos até 2029, disciplina na execução e tecnologia passaram a convergir qualidade assistencial, satisfação dos beneficiários e sustentabilidade financeira.
O mercado já observa os efeitos dessas mudanças. De janeiro a junho de 2026, a carteira de pessoas atendidas cresceu 3,6%, a partir de parcerias estratégicas no setor de saúde. Com sua operação integrada ao Sistema Unimed, a CNU tem como foco atender o segmento corporativo, em especial empresas de diferentes portes com atuação nacional ou que tenham equipes descentralizadas pelo país.
“Nosso diferencial está na intercooperação”, diz Luiz Otávio. “Combinamos uma capacidade operacional robusta, que simplifica a gestão do benefício de saúde para as empresas, com a excelência médica de nossas cooperativas”. O modelo também gera impactos positivos localmente – dos R$ 10,1 bilhões injetados pela CNU na rede assistencial em 2025, R$ 5,2 bilhões foram transferidos ao Sistema Unimed.
O modelo de gestão e governança das cooperativas médicas também teve papel decisivo na recuperação. A capitalização feita pelas Sócias deu fôlego financeiro para os ajustes, recuperou o fluxo de caixa e reduziu o endividamento. Somando-se os aportes feitos pelas cooperativas e a série consistente de 18 meses de resultados positivos, o Patrimônio Líquido Ajustado (PLA) retomou o patamar de R$ 1,13 bilhão, próximo da meta regulatória.
“Para além dos recursos, a CNU se beneficia dos aprendizados e da expertise de gestão acumulada pelo Sistema Unimed”, destaca Luiz Otávio, citando como exemplos a participação ativa dos Conselhos de Administração e Fiscal e projetos de assessoria técnica realizados com a Faculdade Unimed. “Ganhamos também em transparência e proximidade, que são fundamentais em segmentos tão complexos quanto a saúde”.