Em hospitais, a refeição passou a ocupar um território mais estratégico: o da experiência, segurança e eficiência. Cada bandeja entregue no horário certo, cada dieta aceita pelo paciente, cada insumo não desperdiçado e protocolo cumprido compõem uma cadeia de valor que, quando bem medida, revela muito mais do que a qualidade de um serviço de alimentação.

Essa é a leitura que orienta a atuação da Sapore. Para Fernanda Souza, Diretora Comercial do Segmento Saúde e Educação da companhia, o avanço reflete um amadurecimento da gestão em saúde:

“Hospitais entenderam que a experiência do paciente não se resume ao ato clínico, ela é construída em cada ponto de contato, e a refeição e higienização é um desses pontos com grande recorrência durante a internação”.

A mudança desloca a alimentação e a higienização do campo do custo para o campo da estratégia assistencial. Assim, exigindo um diálogo com nutrição clínica, hotelaria, CCIH, enfermagem e gestão hospitalar para entender como podem contribuir para os desfechos clínicos, adesão ao tratamento e a percepção de qualidade do cuidado e acolhimento.

“Quando essas operações estão integradas à estratégia da instituição, ela deixa de ser vista como suporte e passa a ser um vetor de diferenciação competitiva para o hospital”, afirma.

O ponto central está na forma de observar os indicadores:

“Segurança alimentar é pré-requisito não negociável; adesão à dieta e satisfação do paciente são indicadores de resultado assistencial; desperdício, tempo de entrega e produtividade são indicadores de eficiência operacional; e o custo assistencial é o indicador que amarra tudo isso ao resultado financeiro da instituição”, afirma Fernanda.

Segundo a executiva, a Sapore gerencia indicadores financeiros, qualitativos e operacionais, cruzando informações para melhorar eficiência, experiência do paciente e resultado para o cliente. A lógica é especialmente relevante porque a internação é também um momento de vulnerabilidade.

“A refeição é um dos poucos momentos em que o paciente ainda exerce alguma escolha e sente o conforto familiar”, reflete.

Nesse contexto, a Sapore desenvolveu um sistema de gestão beira leito personalizado para atender demandas do paciente em tempo real, com rastreabilidade, preferências, aversões e análise de satisfação. A estratégia se soma a modelos como cozinhas compactas, uso de Sous-Vide e soluções como o overnight, criado para pequenas refeições, em resposta a desafios de escala, espaço, produtividade e escassez de mão de obra.

Do ponto de vista do paciente, não existe separação entre alimentação, limpeza, recepção e hospitalidade: tudo compõe a mesma experiência de cuidado. Por isso, governança única, indicadores compartilhados e equipes treinadas sob os mesmos padrões passam a ser pilares fundamentais da assistência.

Leia essa e outras matérias na edição 105 da Revista Heathcare Management