“Reputação em saúde se constrói por consistência”, afirma Mohamed Parrini.
CEO do Hospital Moinhos de Vento, ele chegou à instituição em 2007, como CFO, passou pela posição de COO e assumiu a liderança executiva em 2016. Desde então, participa de um ciclo de transformação sustentado por uma premissa: crescer sem abrir mão da qualidade, da segurança e da essência da instituição.
Sob sua gestão, o Hospital ampliou sua atuação e consolidou um modelo que integra assistência, educação, pesquisa, inovação e impacto social. Em 2025, foram 34.948 internações, 222.314 consultas, mais de 2 milhões de exames SADT e 132.044 procedimentos cirúrgicos. No mesmo ano, inaugurou o Hospital do Coração, com investimento superior a R$ 210 milhões, e realizou cerca de 1.300 cirurgias robóticas, 30% a mais que no ano anterior.
Reconhecido entre os 100 Mais Influentes da Saúde 2026, Parrini atribui o resultado à construção coletiva.
“Nenhuma instituição se torna referência pelo trabalho de uma única pessoa. Os reconhecimentos demonstram que estamos avançando na direção certa, mas são consequência. O objetivo é entregar uma saúde cada vez melhor para as pessoas.”
Antes da saúde, passou por consultoria e setores como aviação, logística e hotelaria. Economista com mestrado em Filosofia, trouxe dessas experiências disciplina de gestão, visão sistêmica, responsabilidade na alocação de recursos e foco na experiência das pessoas. Da Filosofia, incorporou o exercício de fazer as perguntas certas e compreender decisões para além do resultado imediato.
Na liderança, defende direção clara e capacidade de mobilizar pessoas.
“Podemos ter estratégia, tecnologia e recursos, mas são as pessoas que transformam uma instituição. A mudança só é sustentável quando todos compreendem a direção e reconhecem um propósito comum.”
Essa visão orienta o planejamento do Moinhos e o compromisso de estar entre as principais instituições de saúde do Brasil. Para Parrini, essa posição precisa se traduzir em segurança, qualidade, desfecho clínico, experiência do paciente e contribuição para transformar a saúde.
Educação, pesquisa, inovação e tecnologia fazem parte desse caminho. Em 2025, o curso de Medicina da Faculdade Moinhos de Vento foi autorizado pelo MEC com nota máxima, fortalecendo uma estrutura de ensino que reúne graduação, pós-graduação e MBAs.
Entre os princípios inegociáveis, Parrini cita segurança do paciente, transparência, compromisso com a sociedade e cuidado com as pessoas.
“Nenhum resultado econômico justifica flexibilizar um protocolo ou reduzir o padrão de cuidado. Na saúde, sustentabilidade e excelência precisam caminhar juntas.”
A tragédia climática no Rio Grande do Sul também colocou essa visão à prova e reforçou que risco climático é risco operacional, assistencial e econômico.
“Liderança é ter clareza de direção mesmo quando não temos todas as respostas.”
Parrini defende ainda que a excelência ultrapasse os limites da instituição. O Moinhos integra o PROADI-SUS desde 2009 e mantém 39 iniciativas no triênio 2024–2026, com investimento superior a R$ 304 milhões. O Instituto Moinhos Social já impactou mais de 600 mil pessoas.
“Excelência que fica restrita a quem consegue acessá-la é uma excelência incompleta.”
É assim que Parrini define o legado que pretende ajudar a construir: uma instituição preparada para o futuro, capaz de evoluir sem perder sua essência e cuja excelência permaneça muito além das pessoas que estiveram à frente dela.